CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: O PESADELO DO SETOR PRODUTIVO

No segundo semestre do ano de 2015, todas as atenções voltaram-se ao clima devido o anuncio da alta severidade do fenômeno El Niño. Pois bem, tudo o que se foi dito, aconteceu, e muito pior do que se imaginava. Chuvas extremamente acima da média na região Sul do país, alagando casas e lavouras, produtores perdendo plantações inteiras e outros mal conseguindo semear. Enquanto isso, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país, produtores com queda de 100% na produção devido a forte seca, além de perder também na pecuária, sem falar na falta de água potável para a população.

O senário tende a mudar nos próximos meses, na primeira semana do ano de 2016, o Escritório de Meteorologia da Austrália em nota informou o declínio do fenômeno El Niño. “As condições irão voltar a um estágio neutro durante o segundo trimestre deste ano, com uma chance de La Niña na segunda metade de 2016”, afirmou o instituto.

Aos poucos os efeitos do El Niño se amenizam e são contabilizados os danos causados por ele. Estima-se uma quebra acima de 15% na produtividade na cultura do arroz no estado do Rio Grande do Sul, devido as perdas por inundações de plantações e o atraso na semeadura. Sem contar as demais culturas, que tiveram quebra na produtividade devido o excesso de chuva, chuva de granizo e ao frio, que ocasionou a formação de geada nos meses de setembro e outubro, comprometendo as safras de milho, trigo, uva, pêssego entre outras.

Pois bem, recém estamos saindo de um pesadelo “o ano de 2015” que não quer ser lembrado por muitos, em especial aos agricultores, devido o alto numero de perdas e prejuízos. Mas de antemão já devemos nos preparar para o próximo ano agrícola, com uma alta probabilidade da ação do fenômeno La Niña, que compromete a região Sul com chuvas abaixo da média e as demais regiões com chuvas acima da média. Desde agora os produtores já devem se planejar para a próxima safra, utilizando alternativas que diminuam o impacto deste fenômeno: no inverno, investir em palhada, pois uma boa cobertura evita que o solo fique desnudo e mantém suas estruturas físicas, a ponto de ser pouco alterada pelo clima. Na primavera, utiliza-se a semeadura direta em cima da palha, assim obtendo um maior armazenamento de umidade pelo solo.


Ênio Krunt Junior
Fone: (53) 8134-2728
Engº Agrônomo/CREA-RS 211922
Porteira Adentro Consultoria Agrícola.